terça-feira, 17 de outubro de 2017

O AMARGO SABOR DA IMPOTÊNCIA...

...da solidão e do abandono.

Senti isso, recentemente, quando me vi a braços com um problema que não sabia como solucionar. Depositei esperança em quem de direito, mas em vão. 
Se pago um serviço, seria de esperar que a empresa que me presta esse serviço me desse assistência quando dela precisasse...mas, qual quê!?




O que terá sentido esta mulher numa hora de suprema angústia? O mesmo que eu senti? Não! Mil milhões de vezes mais, ela (eles) devem ter-se sentido sós e abandonados, certamente. E também pagam a quem tem o dever de os proteger e ajudar...pagamos todos!


*

Se uma bomba terrorista tivesse caído neste nosso cantinho à beira-mar situado, não teria provocado maior destruição, terror e mortos.




Depois da tragédia anterior em que se perderam 64 vidas, mais 36 se seguiram. Fim da fase Charlie...o que é lá isso? A ajuda tem de chegar quando é precisa, a quem dela precisa.


*

A cinza que ontem cobria o meu terraço, diz-me que a dor e a perda podem não estar longe de me atingir, mas ainda que houvesse um mar a distanciar-me destes horrores, eu sinto-os como meus. Chorei e revoltei-me com mais esta tragédia.


*

Houve alguém que me ajudou a resolver o meu problema comezinho ( mas de suma importância para mim ), e nem sequer foi necessário fazer o tal reset aconselhado por um suposto especialista na matéria.


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Quem nos ajudará e protegerá em futuras situações de vida ou morte? Sim, porque elas se irão repetir. Disso ninguém duvida. Nem quem de direito!...


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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

QUEREIS SER?


Quero ser…*


Brisa suave ao entardecer, noite clara de Luar,
 sonho lindo que me faz renascer
 e crescer, 
 em vasto campo de flores silvestres,
 e nelas me confundir
de olhar perdido no mar... 
Por fim; 
desvanecer de doce prazer, 
colhida pelas tuas mãos…



IMAGEM  DAQUI


E vós? O que queríeis ser?...


* Ideia nascida AQUI 
                         que eu fui buscar AQUI.




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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

DAS FLORES.




O Velho e a Flor

Por céus e mares eu andei 
Vi um poeta e vi um rei 

Na esperança de saber o que é o amor 

Ninguém me sabia dizer 
E eu já queria até morrer 
Quando um velhinho com uma flor 
Assim falou 

O amor é o carinho 
É o espinho que não se vê 
Em cada flor 
É a vida quando chega sangrando 
Aberta em pétalas de amor.




Poema de Vinícius de Moraes

Foto Minha 



                                 

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terça-feira, 10 de outubro de 2017

UM DIA DUPLAMENTE FELIZ!!!

Eis um dos motivos de Felicidade:



Acham pouco?  Eu acho o máximo!! :)
Uma avó ganhar um Prémio por falar d'Amor é algo que nunca me havia passado pela cabeça!! ;)

Ó pra mim a ser orientada, pela Rainha deste Reino, de como posicionar o tablet, para ficar registado o momento para a posteridade!! Eu, discípula atenta, presto atenção.



O momento era solene... Decorria o nosso tão desejado 6º Encontro de Bloggers, desta feita organizado por três amigos. O Ricardo Santos o Kok e a Rainha do Reino do Infinito!! 
  Ei-los, juntamente comigo e a querida Fernanda Blue Bird:)




Trouxemos lindas lembranças, que nos ajudarão a perpetuar a memória deste dia maravilhoso. Vejam só que delícia de prendinhas!!



O Amigo Kok, não poderia deixar de nos brindar com o seu brilhante sentido de humor.




Se é só isto? Não meus Amigos!
 Há mais, muito mais... mas por agora ficamos com esta pequena) mostra deste dia inesquecível!






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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

ALINDAR E REJUVENESCER .






Reciclar é Isto:
Embelezar e tornar original
o que de inicio era algo, simplesmente,
pouco útil e banal.



DESEJO A  TODOS 

F E LI Z  F I M – D E – S E M A N A


quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Eu Queria Escrever-te Uma Carta, Amor.





Eu queria escrever-te uma carta
Amor,
Uma carta que dissesse
Deste anseio
De te ver deste receio
De te perder
Deste mais que bem-querer que sinto
Deste mal indefinido que me persegue
Desta saudade a que vivo todo entregue...

Eu queria escrever-te uma carta
Amor,
Uma carta de confidências íntimas,
Uma carta de lembranças de ti,
De ti
Dos teus lábios vermelhos como tacula
Dos teus cabelos negros como diloa
Dos teus olhos doces como macongue
Dos teus seios duros como maboque
Do teu andar de onça
E dos teus carinhos
Que maiores não encontrei por aí...

Eu queria escrever-te uma carta
Amor,
Que recordasse nossos dias na capopa
Nossas noites perdidas no capim
Que recordasse a sombra que nos caia dos jambos
O luar que se coava das palmeiras sem fim
Que recordasse a loucura
Da nossa paixão
E a amargura da nossa separação...

Eu queria escrever-te uma carta
Amor,
Que a não lesses sem suspirar
Que a escondesses de papai Bombo
Que a sonegasses a mamãe Kiesa
Que a relesses sem a frieza
Do esquecimento
Uma carta que em todo o Kilombo
Outra a ela não tivesse merecimento...

Eu queria escrever-te uma carta
Amor,
Uma carta que ta levasse o vento que passa
Uma carta que os cajus e cafeeiros
Que as hienas e palancas que os jacarés e bagres
Pudessem entender
Para que se o vento a perdesse no caminho
Os bichos e plantas
Compadecidos de nosso pungente sofrer
De canto em canto
De lamento em lamento
De farfalhar em farfalhar
Te levassem puras e quentes
As palavras ardentes
As palavras magoadas da minha carta
Que eu queria escrever-te amor

Eu queria escrever-te uma carta...

Mas, ah, meu amor, eu não sei compreender
Por que é, por que é… meu bem
Que tu não sabes ler
E eu - Oh! Desespero! - Não sei escrever também!



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terça-feira, 3 de outubro de 2017

SE O OUTONO FOSSE MEU *






Reinventava-o de cores e fragrâncias que só eu conheço.
Não permitiria que se vestisse com a roupagem do estio.
Trazia-lhe a sua original identidade de manhãs frescas, claras, húmidas e brilhantes, reflectindo a luz do orvalho de prata. 
Teria sempre tardes amenas e noites cálidas de Luar.
Chuva, mansa e leve, sem causar estragos ao beijar a terra, de onde se desprendia o cheiro morno de pão e trigo.
Todos os seres vivos à face da Terra, em cujo peito batesse um coração, teriam o seu par. Juntos abrigar-se-iam onde a vista alcançasse o infinito…Nunca estariam sós!

Se o Outono fosse meu…levar-me-ia às cavalitas de uma nuvem macia e perfumada de alfazema, de volta aos doces sabores da minha infância, aos bagos de romã, aos dióspiros e aos cachos de uvas, túrgidos daquele néctar precioso, cachos que pendiam da latada que meu Avô plantou e eu vi crescer…

Ah…se  o Outono fosse meu…


 * Uma linda ideia que se iniciou AQUI e  continuou  AQUI e AQUI

    E tu? O que farias se o Outono fosse teu?



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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Definitivamente...Sim!


            Retrato de Matilde Urrutia terceira esposa de Pablo Neruda, by Diego Rivera
( Fonte)


"O Amor por Matilde e os Versos do Capitão"

"Vou contar-vos agora a história deste livro, um dos mais controvertidos daqueles que escrevi.

Foi durante muito tempo um segredo, durante muito tempo não ostentou o meu nome na capa, como se o renegasse ou o próprio 

livro não soubesse quem era o pai. Tal como os filhos naturais, filhos do amor natural, «Los versos del capitán» eram, também, um «libro natural». 

Os poemas que contém foram escritos aqui e ali, ao longo do meu desterro na Europa. Foram publicados anonimamente em Nápoles, em 1952. O amor por Matilde, a nostalgia do Chile, as paixões cívicas, recheiam as páginas desse livro, que teve muitas edições sem trazer o nome do autor.

Para a 1ª edição, o pintor Paolo Ricci conseguiu um papel admirável e antigos tipos de imprensa «bodonianos», bem como gravuras extraídas dos vasos de Pompeia. Com fraternal fervor, Paolo elaborou também a lista dos assinantes. Em breve apareceu o belo volume, com tiragem limitada a cinquenta exemplares. Festejámos largamente o acontecimento, com mesa florida, «frutti di mare», vinho transparente como água, filho único das vinhas de Capri. E com a alegria dos amigos que amaram o nosso amor.
Alguns críticos suspicazes atribuíram a motivos políticos a publicação anónima do livro. «O partido opôs-se, o partido não o aprova», disseram. Mas não era verdade. Felizmente, o meu partido não se opõe a nenhuma expressão da beleza.

A única verdade é que não quis, durante muito tempo, que aqueles poemas ferissem Delia, de quem estava a separar-me.

Delia del Carril, passageira suavíssima, fio de aço e mel que me atou as mãos nos anos sonoros, foi para mim durante dezoito anos uma companheira exemplar. O livro, de paixão brusca e ardente, atingi-la-ia como uma pedra atirada à sua terna compleição. Foram estas, e não outras, as razões profundas, pessoais e respeitáveis do meu anonimato.

O livro tornou-se depois, ainda sem nome e apelido, num homem, homem natural e valoroso. Abriu caminho na vida e eu tive, por fim, de o reconhecer. Andam agora pelos caminhos, quer dizer, pelas livrarias e as bibliotecas, os «versos do capitão» assinados pelo capitão genuíno. 


[ Pablo Neruda, in "Confesso que Vivi" ]







                                                         


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sábado, 30 de setembro de 2017

Tenho Pena...

...que ainda não tenha sido inventado um sistema de modo a  que nos fosse possível trazer os aromas para os blogues, tal como o podemos  fazer com os sons e as cores.






Hoje, ofereceram-me este coração. Quem mo ofereceu disse muito convicta que o aroma que impregna o dito era de alfazema...
...mas sabem que a mim me cheira a naftalina? Não quis teimar, mas se há sentido que tenho apurado é o olfacto.

Seria bom que pudesse contar com a vossa ajuda, não sendo possível, já me decidi: levo o coração para o armário de mantas e cobertores que está no sótão, e fico com a caixinha, aqui, a meu lado, na  qual irei verter uma gotas de essência de alfazema. Acham bem??
Quem sabe não fique mais inspirada... 


PARA TODOS VOTOS DE FELIZ DOMINGO!

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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

DIVAGANDO.





Vão as árvores dourando a paisagem
Quando o mar não vai mais beijando a areia

Quando o teu corpo se esconde e se recata
Esperando sentir o poder da lua cheia

Espero ver mais azul num céu sem nuvens
Espero ter-te sempre perto onde me vejas

Não sei onde vais nem quando chegas
Só sei que te quero e tu não me desejas.



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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Parabéns, Jovem GOOGLE!...



...Porque Amor com Amor se paga...

...Happy Birthday to You!



Esta foi a oferta com que o Google, me presenteou no dia do meu aniversário.

Lembram-se?

É, pois, justo, que eu também o felicite, neste dia em que completa dezanove primaveras!

Vamos ver o que nos traz a Roda de Surpresas?
















:)  :)


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domingo, 24 de setembro de 2017

LEMBRANÇAS DE UMA TARDE DE AGOSTO

Passeando pela Mui Nobre, Antiga,  Leal e Invicta,
 Cidade do Porto.









Pelas ruas da Invicta, as pessoas que a visitam e admiram, passam.
 Os monumentos, a beleza arquitectónica, o seu ar cinzento, 
 a iguaria gastronómica
  que a caracteriza 
e dá o nome aos seus naturais,
permanecem...
...como uma Lenda.
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"O Porto tem origem num povoado pré-romano. Na época romana designava-se Cale ou Portus Cale, sendo a origem do nome de Portugal.
Das armas da cidade faz parte a imagem de Nossa Senhora. Daí o facto de o Porto ser também conhecido por "cidade da Virgem", epítetos a que se devem juntar os de
 "Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta",
 que lhe foram sendo atribuídos ao longo dos séculos e na sequência de feitos valorosos dos seus habitantes, e que foram ratificados por decreto de D. Maria II de Portugal.
Foi dentro dos seus muros que se efectuou o casamento do
 rei D. João I com a princesa inglesa D. Filipa de Lencastre.
 A cidade orgulha-se de ter sido o berço do infante D. Henrique, o Navegador.

Devido aos sacrifícios que fizeram para apoiar a preparação da armada que partiu, em 1415, para a conquista de Ceuta, tendo a população do Porto oferecido aos expedicionários toda a carne disponível, ficando apenas com as tripas para a alimentação, tendo com elas confeccionado um prato saboroso que hoje é menu obrigatório em qualquer restaurante. Os naturais do Porto ganharam a alcunha de "tripeiros", uma expressão mais carinhosa que pejorativa."

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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

OUTONO...RENDAS DO SILÊNCIO.




(...)


Outono dos crepúsculos doirados,
De púrpuras, damascos e brocados!
Vestes a terra inteira de esplendor!






Outono das tardinhas silenciosas,
Das magníficas noites voluptuosas
Em que eu soluço a delirar de amor…


(Florbela Espanca)


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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

JÁ Fui Feliz Aqui [ XXXVI ]





Serpa - Praça da República

A primeira e terceira fotografias foram tiradas por mim, aquando da minha visita à cidade, em Maio deste ano.

A segunda saquei-a DAQUI


As palmeiras (doentes) foram substituídas por novas árvores e o trânsito em direcção à Torre do Relógio, foi cortado.
Hoje, há bancos corridos e mesas de madeira onde antes estavam as palmeiras, no lado oposto ao lendário
 Café e Restaurante 
"O Alentejano", cuja esplanada se vê na foto do meio.

Esta última, foi tirada de manhã muito cedo, enquanto esperávamos que a proprietária da loja dos doces viesse, de Brinches, abrir as portas. Recortei-a porque a minha mana poderia não gostar de vir parar à 'internet'!! :)) 

Já andamos a planear nova visita na Páscoa de 2018, altura em que se realizam as afamadas Festas de Serpa e se celebra a Padroeira: Nossa Senhora de Guadalupe.

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terça-feira, 19 de setembro de 2017

SERPA - E A LENDA DA SERPENTE ALADA.





Com a Catarina a dar o pontapé de saída com a sua bonita Lenda do Girassol, logo se lhe seguiu a Papoila e a interessante Lenda da Praia do Guincho. Dando seguimento ao certame temos a Deusa Afrodite que, nos seus Jardins, nos conta a Lenda da Moira Encantada de Giela.

Esta que vos vou contar, como não poderia deixar de ser, será contada num poema e é uma Lenda que nos diz da origem do nome da minha terra. 


A lenda conta, que, há anos,
Já esquecidos dos antigos,
Por cá só havia perigos,
Só havia desenganos,
Guerras, solidão e danos...

Foi então, que uma fada
Deu ao rio uma aliada,
Que a região defendia.
De Ana era rainha
A SERPE - SERPENTE ALADA

Mas ainda há outra lenda,
Deste rio que era o Ana,
Para os mouros Odiana...

Uma fidalga era presa
Duma magia tremenda...
Numa cobra transformada,
Numa figueira acoitada.

Gritava p’lo desencanto
E o seu pranto era o canto
Talvez de Ana, a encantada.

Mais tarde, fugindo à guerra
Que Rolarte lhe movera...
Orosiano morrera...
E Cófilas se desterra

Construindo nesta terra,
Que achou de rara beleza,
Para a filha a fortaleza
Onde seu noivo chorou
E novo amor encontrou.

Serpínia, a bela princesa.
Não se sabe bem à certa
Qual a profunda razão
Da Serpe que é no Brasão
Da nobre vila de Serpa.


Nas lendas a descoberta:
Da Serpe do Ana, a ardileza;
De Serpínia tem a alteza;
Ou da fidalga encantada
que em Cobra foi transformada
Tem SERPA o nome, a Beleza!


Fonte da Lenda                                                   Fonte das imagens

Não deixem de clicar nos links, porque sei que  vão gostar .

Seria interessante se esta corrente de Lendas e Mitos tivesse continuidade. Quem se seguirá? Todos gostamos de Lendas, não podemos parar por aqui. Ficamos a aguardar a próxima.

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Adenda:   AQUI   neste espaço criado pela Afrodite, poderão encontrar todas as Lendas já publicadas, e as que se lhes seguirão.


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