quinta-feira, 27 de abril de 2017

DIA DE FOLGA.

Os meninos ( e as meninas) dançam??...
Então, bora lá....


                                          

Manhã na minha ruela, sol pela janela

O Sr. jeitoso dá tréguas ao berbequim

O galo descansa, ri-se a criança
Hoje não há birras, a tudo diz que sim

O casal em guerra do segundo andar
Fez as pazes, está lá fora a namorar

Cada dia é um bico d'obra
Uma carga de trabalhos, faz-nos falta renovar
Baterias, há razões de sobra
Para celebrarmos hoje com um fado que se empolga
É dia de folga!

Sem pressa de ar invencível, saia, saltos, rímel
Vou descer à rua, pode o trânsito parar

O guarda desfruta, a fiscal não multa
Passo e o turista, faz por não atrapalhar

Dona Laura hoje vai ler o jornal
Na cozinha está o esposo de avental

Cada dia é um bico d'obra
Uma carga de trabalhos, faz-nos falta renovar
Baterias, há razões de sobra
Para celebrarmos hoje com um fado que se empolga
É dia de folga!

Folga de ser-se quem se é
E de fazer tudo porque tem que ser
Folga para ao menos uma vez
A vida ser como nos apetecer

Cada dia é um bico d'obra
Uma carga de trabalhos, faz-nos falta renovar
Baterias, há razões de sobra
Para a tristeza ir de folga e o fado celebrar

Cada dia é um bico d'obra
Uma carga de trabalhos, faz-nos falta renovar
Baterias, há razões de sobra
Para celebrarmos hoje com um fado que se empolga
É dia de folga

Este é o fado que se empolga
No dia de folga!




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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Dançando Com A Diferença.

Telmo Luís Ferreira é um jovem madeirense que, na sua infância, passou fome, sofreu maus tratos e foi obrigado a pedir esmola pelas ruas de Câmara de Lobos. Se ao fim do dia não levasse para casa determinada importância era espancado. Mas, apesar de tudo o que sofreu, Telmo tornou-se numa inspiração de perseverança, trabalho e afecto para muitas pessoas.
Saiba mais     AQUI      e       AQUI





                                    Não deixe de ver este interessante vídeo...

....Vale a pena!!

          

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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Já Fui Feliz Aqui. [ XXX ]


Praça da República - Serpa


Ó meu Alentejo de sol a brilhar
Ó terra morena tu não tenhas pena
De não ver o mar
Se longe ficou foi Deus quem o quis
Outro bem te deu
Deu-te perto o Céu para te ver feliz



No próximo mês de Maio tenciono lá voltar. Quem sabe não seja pela última vez. Preciso rever velhas amizades, visitar a minha saudosa Mãe na sua última morada. Abraçar os poucos familiares que lá tenho, entre eles um afilhado. Calcorrear as ruas da minha infância, entrar na Igreja de Santa Maria perto da Torre do Relógio, na de São Salvador onde fiz a primeira comunhão, a solene,  e a catequese. Subir até ao Altinho, rezar uma Avé Maria a Nossa Senhora de Guadalupe, lá na sua alva Capela, quem sabe almoçar na Pousada de São Gens. Só nós as duas, as manas que quase nunca andaram juntas na meninice, para minha grande tristeza. Seis anos faziam toda a diferença, eu era a mais piquinina...Hoje, sou a «mais grande», mas só na altura. Ando tão ansiosa...



domingo, 23 de abril de 2017

Eu, Peter Pan Me Confesso.



(...)

      “Quando vou a escolas as crianças fazem muitas perguntas, mas, por vezes, com uma audiência adulta, ninguém quer intervir. Perguntar é uma exibição de ignorância e há alguma vergonha em fazê-lo, uma espécie de pudor, porque as dúvidas despem-nos: de repente estamos publicamente a mostrar a nossa nudez intelectual.
       
    Mas nem todos crescem assim. Temos bons exemplos ao longo da História: Sócrates fazia das perguntas o esteio dos seus diálogos, e, claro, não temia confessar a sua ignorância.

    Os japoneses têm um ditado curioso a esse respeito: “Perguntar pode envergonhar-nos durante um momento, mas ficar calado, num silêncio ignorante, é uma vida inteira de vergonha”.


      Da próxima vez que usarmos a palavra “didáctico” no “mau sentido”, talvez seja altura de olhar para dentro e tentar perceber onde é que enterrámos a criança que já fomos.”




Quando, hoje, li esta crónica do escritor Afonso Cruz, colaborador na Revista NM do JN, da qual transcrevo este curto excerto, abri um sorriso rasgado de orelha a orelha. Até pensei cá com os meus botões: isto veio cair como sopa no mel. E senti dentro do peito um secreto regozijo.
Ah...aquele lado mauzinho que guardamos em nós - todos os que ainda não enterrámos a criança que um dia fomos. :)

Eu explico melhor: - há dias comentei aí num conceituado blog, usando uma palavra repetida referindo-a no plural, mas com apóstrofe. Como todo o comentário era escrito em tom de brincadeira, nem sequer me perguntei se estaria certa ou errada, no que ao escrever em bom português concerne.

De pronto se levantou a sábia voz de um assíduo comentador daquele espaço que, assobiando para o lado, me (?) fez saber que o plural era manifestamente inadequado. 
Ao invés de ignorar a resposta - coisa própria de gente crescida - retorqui com uma pergunta à qual respondeu um outro comentador. Que não, não era no plural que estava o erro havia sido nessa apóstrofe, não no plural em si...

Qual criança que não se inibe em manifestar a sua ignorância lá voltei à carga perguntando ao outro: então diga-me lá como deveria expressar-me, s.f.f.

A resposta veio pronta, inequívoca e prazerosa, porém, a reboque, veio a prova provada de quem tem sempre razão e nunca se engana...Foi uma pena, ah...que pena tive!


Ninguém percebeu nada? Então...não perguntem! Não irei responder. :)))  Isto é coisa minha, um desabafo, por assim dizer...

Gostaria muito, isso sim, que me dessem a vossa opinião a respeito do tema tratado pelo cronista, ou seja, porque razão as pessoas sentem tanto constrangimento em fazer publicamente perguntas acerca de temas em que gostariam, e poderiam,  ver as suas dúvidas esclarecidas e o não fazem por vergonha. Sobranceria? Medo de desnudar a sua intelectualidade ou a falta dela? 


                                            Muito Obrigada. :)


Em tempo: A crónica tem por título: "Crianças Perdidas"


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sábado, 22 de abril de 2017

TERRA...O PLANETA AZUL.

Celebra-se, hoje, o DIA MUNDIAL DA TERRA.

É chegada a hora ( esperando não ser demasiado tarde) de todos nos debruçarmos sobre aquilo que cada um de nós poderá fazer, individualmente, para a preservação da Natureza.

Fica um vídeo com algumas sugestões sobre o que há a fazer em prol da vida das gerações vindouras e, de onde provém a raiz do mal...

                                          
E, como não podia deixar de estar presente; um poema de
Miguel Torga.

Regresso


Regresso às fragas de onde me roubaram.
Ah! Minha serra, minha dura infância!
Como os rijos carvalhos me acenaram,
Mal eu surgi, cansado, na distância!


Cantava cada fonte à sua porta:
O poeta voltou!
Atrás ia ficando a terra morta
Dos versos que o desterro esfarelou.


Depois o céu abriu-se num sorriso,
E eu deitei-me no colo dos penedos
A contar aventuras e segredos

Aos deuses do meu velho paraíso.



Nota: Ao final do dia voltarei, para responder aos comentários do post anterior  que, desde já, agradeço.

A TODOS DESEJO UM BOM DIA.


*_*

sexta-feira, 21 de abril de 2017

PROJECTO DE APOIO À UNICEF.

Aos Meus Amigos e todos os visitantes deste espaço, peço para ler este excerto de um texto tocante, saído do coração de alguém que se empenhou neste Projecto Humanitário, em prol de todas as crianças vítimas, inocentes, dos horrores praticados pelos senhores da guerra. 






Visite o blog  Filhos Do Desespero

Junte-se a esta nobre causa, participe e, se possível, divulgue-a no seu espaço.


filhosdodesespero@gmail.com


 Muito Obrigada a TODOS.

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quarta-feira, 19 de abril de 2017

FLOR DE LARANJEIRA.

Antes que o temporal e a ventania, que se verificou durante esta madrugada, deixasse nua a laranjeira que há no quintal da minha vizinha, mas cujos frutos saboreamos de meação, tal como o muro que nos separa, fui, quando o sol despertou, fotografar as belas e perfumadas flores que ainda restavam na laranjeira.
Pena não vos poder fazer chegar o maravilhoso e etéreo perfume que delas se desprende. :)




Teu corpo claro e perfeito,
– Teu corpo de maravilha,
Quero possuí-lo no leito
Estreito da redondilha...

Teu corpo é tudo o que cheira...
Rosa... flor de laranjeira...


Teu corpo, branco e macio,
É como um véu de noivado...

Teu corpo é pomo doirado...

Rosal queimado do estio,
Desfalecido em perfume...

Teu corpo é a brasa do lume...

Teu corpo é chama e flameja
Como à tarde os horizontes...

É puro como nas fontes
A água clara que serpeja,
Quem em antigas se derrama...



Volúpia da água e da chama...

A todo o momento o vejo...
Teu corpo... a única ilha
No oceano do meu desejo...

Teu corpo é tudo o que brilha,
Teu corpo é tudo o que cheira...
Rosa, flor de laranjeira...






 Manoel Bandeira, in “A Cinza das Horas”


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terça-feira, 18 de abril de 2017

DOS SONSOS.

Todos os sonsos do mundo *

Não é uso comum, mas peço já desculpa. Apesar da aparência lírica esta crónica vai chafurdar na bosta e pronunciar algumas palavras feias. Inclui também uma dose generosa de poesia. A mistura de versos com a actividade bancária, parecerá um pouco ordinária, mas a culpa não é minha. Devo o desarranjo a uma responsável espanhola do Bankinter que há pouco tempo disse que um banqueiro é alguém que « financia os sonhos das pessoas».
      Não decerto por mera coincidência, os cartões de débito e crédito da igualmente sentimental Caixa Geral de Depósitos são decorados com rabiscos que procuram representar Fernando Pessoa. Alguns exemplares incluem o verso «Tenho em mim todos os sonhos do mundo» (ou, na modalidade de crédito «Tudo vale a pena se alma não é pequena»). Como não pode defender-se das pulhices, o poeta padeceu ainda do enxovalho de ser citado na defesa de Ricardo Salgado. Não ocorreu ao sonso banqueiro, porém, o Poema em Linha Recta de Álvaro de Campos («Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar»), preferindo o mais cagarola «Pedir desculpa é pior do que não ter razão».   
      Como ainda sou do tempo em que o BES também prometia realizar sonhos (e não apenas os da família Salgado, do Cristiano Ronaldo e da Dona Inércia) suspeito que de tanto arroubo poético, tanta filantropia, procuram esconder o essencial da actividade criada pelos agiotas. A saber: fazem o favor de guardar o nosso dinheiro, que emprestam a terceiros cobrando juros, taxas, spreads e o mais de que forem capazes de se lembrar. Parece um negócio fácil e lucrativo, mas, ainda assim, várias instituições bancárias idóneas e insuspeitas conseguiram fazer evaporar milhares de milhões de euros.
      O fenómeno teria o seu quê de mistério e evanescência se o dinheiro não tivesse, afinal, transferido para paraísos offshore, passando pelo bolso de uma manada de consultores, administradores, conselheiros, jornalistas, manobradores de influências, comentadores e comissionistas. Um cita a Nau Catrineta do Garrett. Aquele faz como o poeta e finge que não se lembra. Este engana com a novilíngua das imparidades. O outro assume o fardo da «responsabilidade política» sem consequências. Aqueloutra diz que assinou de cruz (e, mesmo assim, não baixa a crista) . E o contribuinte paga a conta (13 mil milhões!) enquanto espera pela novela da noite.

* O autor desta crónica escreve ao abrigo do NAO, ao transcrevê-la não o apliquei.

Como podem ver acima, (dará para ver?) foi publicada no suplemento NM do JN de 16-04-17.
Gostei tanto do tom acutilante e certeiro, veio tão ao encontro daquilo que penso, (e, claro, da realidade) que a partilho com quem costuma passar pelo meu espaço. Se o desejarem deixem a vossa opinião.


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segunda-feira, 17 de abril de 2017

O Que Não nos Derruba...


Sempre ouvi dizer que aquilo que não nos mata nos torna mais fortes.

Eu diria, mais; é no suplantar dos obstáculos que nos vão surgindo pelo caminho, muitas vezes em campos que desconhecemos, que fortalecemos a nossa força de vontade e, pondo à prova a força do nosso querer, descobrimos ser mais fortes do que supúnhamos ser.

O nosso poder está na força do querer...

...Mas o empurrãozinho inicial, para dar impulso ao motor-de-arranque, ajuda muito, muito...



Para iniciar a semana com um sorriso



B O A   S E G U N D A  - F E I R A !!

:-)
  
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sábado, 15 de abril de 2017

ALELUIA - ALELUIA...

...tenho andado como uma doida atrás da equipa de Suporte do Blogger. Como, aparentemente, ninguém parecia entender-me e eu a eles muito menos, resolvi pesquisar por conta própria a forma de sair deste abismo para onde fui empurrada. Conformar-me a imposições, nunca, jamais em tempo algum...bondava os trinta e tal seguidores que me foram roubados no ano passado. ( mas até para esse facto descobri a razão). Assim, vesti-me a preceito com o traje, a lupa e a paciência de Sherlock Holmes e dispus-me à investigação minuciosa e privada. Após várias tentativas, todas infrutíferas, finalmente; eureka!!..Elementar meu caro Watson!! Ahahahah
O meu blog, companheiro das horas boas e más, está de novo, como novo!! :))

Antes

(fase negra, para esquecer)



                      





                                                  Agora

                                    ( como sempre)


Dando a primazia ao inesquecível


                                      Leonard Cohen.

Hallelujiah



Quero agradecer, reconhecida, a todas as boas almas que, de uma forma ou de outra, tentaram ajudar-me e me apoiaram. Especialmente, a um Amigo que foi incansável e me ajudou imenso, no início em que me senti perdida sem saber por onde começar, mas cujo nome não mencionarei. (de novo)

A TODOS VÓS AMIGOS E/OU SIMPLES COMPANHEIROS DE JORNADA BLOGOSFÉRICA:

                              O MEU MUITO OBRIGADA.


ALELUIA

                                             

VOTOS DE SANTA PÁSCOA.

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sexta-feira, 14 de abril de 2017

O VOO DO CONDOR.


                                                   





Como o condor que voa e voa só por teimosia

A minha alma teima e teima em acreditar


Que há sonhos que florescem, ganham vida


Castelos de pedra e cal , doce e pura magia.






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quinta-feira, 13 de abril de 2017

JÁ POSSO TAGARELAR...

...porém, com moderação... 


Mesmo que isso não me afecte grande coisa, dizem que:




Meus Amigos, vamo-nos vendo, por aí...ainda há muito para esclarecer, entender e, se possível, refazer.


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quarta-feira, 12 de abril de 2017

NEM UM PIO....

Da Net
 ( é o seu autor? não a quer aqui? Leve-a)




Quiseram tirar-me o pio. Negaram-me o acesso às caixas de comentários. Quem, ou que entidade, não sei. Não foi em um nem em dois blogues, foram todos os que habitualmente visito e fazem parte da minha lista. Nem no meu posso comentar, usando o meu Browser predefinido. Só consegui ter acesso à caixinha mágica - sem a qual nenhum blog faz sentido nem tem razão de existir, falo por mim, claro - mudando, ainda que provisoriamente, espero, de navegador.
Para publicar, uso o antigo. Para comentar no meu e nos blogues dos amigos e dos conhecidos, usarei a alternativa que tenho à disposição, mas com a qual não consigo manter um bom relacionamento. Gosto e sou de fidelidades...
Fiquei triste. Não suporto sentir-me coagida a seguir por caminhos que não opto. Não suporto sentir-me injustiçada. Não suporto não entender o porquê dos males que me são infligidos. Exagero? Talvez. Mas esta janela para o mundo é, era, um escape da minha rotina, demasiado rotineira.
Vou deixar passar esta época pascal, esta ebulição que se nota em quem, vindo uns dias de lazer, já lhe foge o pé para destinos paradisíacos. Entre eles estão os paramédicos que dão assistência a estas geringonças,  lhes fazem o diagnóstico e tratam da súbita doença. Depois, se verá.
Não me afastarei para longe, vou andar por aí... à moda do outro.



A  TODOS  DESEJO   PÁSCOA  FELIZ.

Adenda - 18:45: Lembrei-me de fotografar o aspecto do blog para ver se alguém me sabe dizer como hei-de sair desta encrenca. Como podem ver, a seguir aos comentários aparece-me o início do blog. Se clicar em 'responder' diz-me que a página que procuro não foi encontrada.


Se não clicar, surge-me, no seguimento, a indicação de ir à pagina inicial.
Para que possa, agora, responder aos comentários terei de recorrer a outro Navegador -
Assim, não dá... :(
Obrigada.

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domingo, 9 de abril de 2017

ILUSÕES DE ÓPTICA.





Entre o ruído
e o silêncio

Escolhi o sonhar
de olhos abertos. 




Entre a igualdade
 e a diferença

Escolhi a diferença
que nos completasse


Vi-te amei-te como 
num sonho perfeito

Acordei eras somente 
uma ilusão de óptica




A vós, quem vos parece esta imagem:

Beethoven

Chopin

Mozart

Outro

Ninguém